Grey’s Anatomy

Quarta-feira, 17 Janeiro 2007

banho

Grey’s Anatomy é mais um daqueles dramas hospitalares tão comuns na TV estadunidense… Por que derrotou Lost, 24 e Heroes, levando o Globo de Ouro? E por que será que eu gosto tanto dessa série? A resposta está em minha coluna desta semana no Rock Press, e na foto…

Tudo sobre o nada (Seinfeld)

Sexta-Feira, 17 Novembro 2006
Acontece desde sempre. Já olhamos para o céu e dissemos que a lua e as estrelas giravam em torno da terra, o centro do Universo. Deus? Criamos um à nossa imagem e semelhança, é claro. Mas na verdade, todo este antropocentrismo não passa de um artifício para que a humanidade esconda de si mesma a grande verdade: tudo o que somos, tudo o que pensamos, tudo o que sentimos, no fim das contas é… nada!

Exatamente meu amigo, somos nada mais que nada. Pense comigo, todo aquele drama que você já deve ter vivido por alguma namorada, um grande amor qualquer; aquele que parecia te roubar a
vontade de viver. Passou, não passou? Como se fosse nada… Entenda, suas emoções e suas idéias, tudo o que você constrói, não passa de poeira cósmica na grande balança das coisas.

Mas e se um dia resolvessem criar uma sitcom na exata medida de toda a insignificância do ser humano? Imagine uma série que nos retrate exatamente como somos sem as máscaras: arrogantes, excêntricos, mesquinhos e egoístas, amorais e pouco importantes. Pense em uma série aparentemente sem um roteiro mais elaborado, onde os fatos cotidianos se repetem a esmo, sem qualquer ligação, até que chega um momento em que tudo explode na sua cara e você então percebe que mais uma vez foi vítima da grande piada da existência. Pensou?

Pois Larry David e Jerry Seinfeld pensaram. - continue lendo Seinfeld de Volta, em minha coluna no RockPress.


Nada como uma boa notícia…

Sexta-Feira, 13 Outubro 2006

Lavínia Vlasak ficará nua em novela da Record. Oba! Ninguém entende muito bem o meu lance com ela. Mas que mulher!

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Os idiotas e o escritório (The Office)

Sábado, 23 Setembro 2006
Um dia você chega em casa, fim de tarde, com a bola de basquete embaixo do braço e um violão na outra mão, pensando nos amigos que fez durante o dia e naquela mocinha que está paquerando e que ficou te vendo jogar, encantada. Você pensa também em qual disco irá ouvir enquanto lê uma revista do Batman deitado na cama, mas então seu pai te chama para ter uma conversa séria e falar sobre o futuro, sobre o que você quer para a sua vida.

Só que você não tem a menor idéia do que quer fazer da vida e nunca parou para pensar nisso, mas seu pai diz que você agora precisa ser responsável e então você resolve encontrar alguma coisa para fazer que pelo menos possa te sustentar financeiramente até descobrir do que realmente gosta. Foi assim que eu fui parar em um escritório.

Para quem não conhece, trata-se de um ambiente único. É todo um ecossistema com leis próprias, que te esbofeteia a cara dizendo “a vida é assim, seu mané!”. É uma espécie de “buraco negro” para nossas esperanças e para qualquer noção… - Continue lendo minha coluna da semana no Rock Press e descubra mais sobre a série The Office e o quanto ela pode ter relação com você!


Carlinhos e Fake Plastic Trees

Domingo, 27 Agosto 2006

Big Brother alemão não terá fim

Sexta-Feira, 11 Fevereiro 2005

Fuxico via Querido Leitor:

Dia 1 de março estréia na televisão alemã o primeiro reality show sem fim da história da TV.

Uma cidade cenográfica de 15 mil metros quadrados foi construída pela emissora RTL e a produtora Endemol, para abrigar 16 participantes que estejam dispostos a passar o resto de suas vidas lá.

A cidade “Big Brother” terá tudo o que tem em uma cidade de verdade, incluindo igreja:

“Casamentos, divórcios, infidelidades, ódios, amizades, nascimentos, mortes, tudo será seguido por mais de 100 câmeras durante 24 horas por dia”, anuncia a Endemol.

Até o momento, 26 mil pessoas já se inscreveram para participar do projeto.

Não sei o que dizer…


O carnaval é um Kú (brusly)!

Segunda-feira, 7 Fevereiro 2005

O Tas está com uma série de posts interessantes sobre o carnaval de Pernambuco. É claro que existe a boa (para uns) e velha (para outros) putaria, mas o que vejo são manifestações folclóricas das mais interessantes e muita diversão. Fico aqui a pensar com meus botões (do teclado). Talvez não odiemos tanto o carnaval, mas sim esse bombardeio massivo e sempre igual que a mídia faz todos os anos. Eu não teria o menor escrúpulo em curtir o carnaval de rua nas pequenas cidades do interior pernambucano. Já ficou claro em outros posts que o carnaval está longe de ser de todo negativo para mim. O que me irrita muito são esses sambas-enredo sacais, sempre os mesmos (desde Ratos e Urubus, Rasguem Minha Fantasia da Beija-Flor ,em 1989, que não ouço nada bom), as mesmas escolas, a mesma alegria falsa, as mesmas peladas (só que sempre um ano mais velhas), os mesmos comentaristas chatos, as mesmas manchetes em jornais, rádios e tv. Tudo tão superficial e idiota. Claro que existem as diferenças estéticas que fazem as pessoas implicarem com essa coisa toda. Mas vejo mais pessoas irritadas por não terem para onde correr. É preciso abandonar o país nessa época se você não quiser ouvir um pandeiro. Ontem vi minha irmã chorando porque não conseguiu desfilar pela Camisa Verde dela este ano. É uma paixão sincera que provavelmente eu entenderia se não fosse o chato do Kubrusly.

Band Of Brothers e nossos militares

Quarta-feira, 17 Novembro 2004

Não consigo parar de assistir a Band Of Brothers, ótima minissérie que está sendo transmitida pelo canal A&E Mundo (retransmitida, na verdade, porque já passou na HBO). Sempre gostei muito de filmes de guerra, e Band Of Brothers - apesar do formato televisivo - não deve nada a boa parte deles.
Gosto da maneira como são retratados os militares em produções assim. É óbvio que por diversos motivos toda essa honra e glamour são muito bem calculados, mas mesmo em filmes absolutamente críticos sobre a guerra os militares parecem ser muito melhores do que são na vida real, infelizmente.
Pensem comigo: nem o completamente louco Walter E. Kurtz, interpretado por Marlon Brando no meu filme favorito, Apocalypse Now, seria tão maluco e sem noção a ponto de divulgar nota defendendo a ridícula ditadura militar que mancha a história do nosso país. Imaginem então divulgar tal nota em meio a uma discussão sobre o caso Vladimir Herzog, que abriu uma série de feridas em tantas pessoas?
A notícia é velha - tal fato ocorreu mês passado - mas ainda me revolta e não pode ser esquecida. Aliás, tão absurda quanto tal nota é a ação do Governo no caso, que permitiu a queda do ministro da defesa e ainda reluta em ordenar a abertura dos arquivos da época para a justiça. Tenho certeza que isso permitiria o esclarecimento de muitos fatos.
Enfim, entre soldados que lutaram na Segunda Grande Guerra, em momentos tão decisivos quanto o “Dia D“, e militares impunes que se orgulham das atrocidades de uma triste ditadura eu fico com os primeiros, e é pena que nem sempre a vida imite a arte.

The Awful Truth

Domingo, 7 Novembro 2004
Gostei da estréia. O estilo Michael Moore é polêmico e por vezes chato até quando o cara tem razão, mas não dá para ficar alheio. O programa é antigo, de 1999, mas o formato é o mesmo que conhecemos dos filmes recentes. Para quem viu, aquele pastor batista que ia a velórios de pessoas mortas por AIDS com cartazes do tipo “Deus fica feliz quando morre um gay” não faz nossos deputados da bancada evangélica parecerem liberais?
[Ouvindo: Alone - Ben Harper]

Chiliques de Ontem e de Hoje

Quarta-feira, 6 Outubro 2004
O momento mais interessante do Vídeo Music Brasil de ontem, além dos vestidos deliciosos das Vj’s Sarah e Marina Person e dos 10 segundos em que apareceu um clipe da Beyonce (a melhor coisa para se ver na TV hoje em dia, mesmo que sem volume), foi o chilique do Sr. Caetano Veloso. Verdade, conseguir cantar (Nothing But) Flowers - uma das músicas preferidas e marcantes da vida deste que vos escreve - com o David Byrne apenas na terceira tentativa deve ser mesmo um saco. Mas um pouco de microfonia, que poderia acontecer em qualquer evento ao vivo, me parece ser um motivo pequeno demais para palavrões e um “ultimato” direcionado à emissora. A platéia - e provavelmente a direção do evento também - ficou chocada com tamanha arrogância. Quem estava com o volume da TV numa altura adequada pôde ouvir nitidamente mocinhas chorando e gritos de “salve-se quem puder antes que ele rode a baiana”.
O pior é que sou fã do Caetano. Tudo bem, ele sempre foi dado a chiliques, mas antigamente os motivos pelo menos eram melhores, vejam este trecho do discurso-chilique dele no 3° Festival Internacional da Canção, de 1968, durante a salva de vaias para a excelente “É proibido proibir“:
Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder! Vocês têm coragem de aplaudir este ano uma música que vocês não teriam coragem de aplaudir no ano passado! São a mesma juventude que vai sempre, sempre, matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem… Vocês não estão entendendo nada, nada, nada. Absolutamente nada!… O problema é o seguinte: estão querendo policiar a música brasileira. Mas eu e o Gil já abrimos caminho… Não fingimos aqui que desconhecemos o que seja festival, não. Ninguém nunca me ouviu falar assim, entendeu? Só queria dizer isso, baby, sabe como é? Nós, eu e ele tivemos coragem de entrar em todas as estruturas e sair de todas. E vocês? E vocês? Se vocês em política forem como em estética, estamos feitos“.
Quem conhece a gravação sabe que este discurso inflado contra uma platéia reacionária foi feito em meio a muitas vaias e em condições técnicas bem piores que as do VMB de ontem. Alguém explique para o Caetano que quando se tem o que dizer não é um pouco de microfonia que vai atrapalhar. No mais, minha teoria de que o verdadeiro Caetano Veloso foi abduzido em 1976 e substituído por um clone intergaláctico só ganha força. Todos sabemos que o verdadeiro Caetano não escreveria coisas como “Leãozinho” e nem se tornaria este João-Gilberto-wannabe que se apresentou hoje.
Sobre a premiação em si, nada a comentar. Muita gente legal, mas sem talento… Vale lembrar a postura sempre elegante do David Byrne.

Fonte do discurso aqui.

Talking Heads / (Nothing But) Flowers