Papai Noel no vermelho

Quinta-feira, 30 Novembro 2006
Eu acreditei em Papai Noel. Oficialmente acreditei no bom velhinho apenas até os oito anos de idade, e tive uma briga depois da qual fiquei uma semana sem falar com minha mãe quando descobri a verdade, mas confesso “off-record” que passei toda a adolescência olhando para o céu em noites de Natal. Só deixei de me sentir um tanto idiota por isso quando uma amiga recentemente confessou que acreditou na lenda até os 13 anos. Eu vi que era normal, talvez um pouco mais sonhador que a média, mas normal (não que eu não ache esse conceito duvidoso).

Mas meu espírito natalino hoje está na pior, exatamente como o astro deste vídeo “Papai Noel no vermelho” (veja abaixo). Eu adorava a chegada desta época do ano pois sabia que teria toda a família reunida novamente, independentemente de presentes e coisas do gênero. Era como se durante alguns dias (do início de dezembro até o meu aniversário, em janeiro), os sonhos fossem permitidos e a esperança com uma dose de ilusão não fosse coisa de lunáticos.

Só que com o tempo esfriei, e percebo que, como no vídeo, meu espírito natalino fez um contrato com a realidade. Deixou que a dureza da vida e a força da praticidade tomassem mais espaço do que deveriam, com a promessa de que depois de um período de sacrifício e de muito trabalho eu poderia novamente dar lugar ao sonho. A cláusula principal do contrato? “Primeiro sobreviva, tenha uma carreira, ganhe dinheiro, compre carros e tenha apartamentos. Depois, com a vida ganha, seja você mesmo novamente”.

O resultado? Dezembro está começando e percebi que não penso em outra coisa senão nas indefinições da vida e na minha condição financeira, nas provas, na carreira. Não paro de pensar nos trinta e um anos que estão chegando e no quanto isso me apavora. E hoje vi que meu espírito natalino, minha capacidade de sonhar e sentir esperança, está vagando sozinho e com frio nas noites chuvosas paulistanas… Está na hora do resgate, não acham?


Felipe (Topão) e a Mastercard

Segunda-feira, 27 Novembro 2006
O vídeo abaixo, realizado por estudantes de um curso de Rádio e TV, está parodiando um comercial recente da Mastercard. Não é uma paródia no sentido exato da palavra pois não há a criação de algo novo, mas sim a cópia direta do conceito utilizado pelos criadores da obra original. Não é a primeira vez que topo com algo assim no YouTube. Vídeos musicais, campanhas publicitárias, seriados e filmes são constantemente encontrados em versões “engraçadas”, algumas até mesmo melhoradas.

O que fica claro é que, neste mundo onde os anônimos tornaram-se criadores com capacidade de divulgação quase ilimitada - vide os blogs, o conceito de propriedade intelectual sem dúvida precisa ser repensado. A versão amadora, cópia ou paródia, de um filme, é plágio puro e simples? Eu particularmente prefiro as novas idéias, a criação, mas não vejo nada errado em quem aprende “como se faz” enquanto se diverte. Já pensou se o estudante iniciante de guitarra não tivesse permissão para tocar Stairway to Heaven? (o mundo seria melhor, eu sei, mas o aluno nunca aprenderia. Copiei a idéia original desta piadinha de um filme, alguém sabe qual?).

Acho que o problema real está em quem copia obra intelectual e apresenta como se fosse sua, e isso a tecnologia nunca vai mudar… No caso da publicidade, o “plágio humorístico” é até muito interessante, pois constitui uma forma barata de marketing viral.


Péssimo Logotipo

Sexta-Feira, 25 Março 2005

O designer que criou este logotipo para um centro pediátrico no estado da Virgínia é um completo sem noção. Pode ser também que o Michael Jackson tenha feito o desenho.

- via Boing Boing


Sie lieben popozudas

Domingo, 6 Fevereiro 2005
A música Melô da Popozuda é um dos piores momentos - e dos mais divertidos, de tão trash - da banda gaúcha DeFalla. A Coca-Cola da Alemanha resolveu ressuscitar a pérola neste comercial para TV. Não vejo nenhuma relação entre o (bom) filme e a música, poderiam ter encontrado uma trilha melhor. E o pior é que podem estar ressuscitando também a banda. Mais melôs podem estar a caminho.