As mulheres da minha vida desta semana

Segunda-feira, 30 Outubro 2006

Natalie Portman

Audrey Hepburn, a mulher que me faz sonhar tanto com uma máquina do tempo, representada por Natalie Portman, a mulher que me faz adorar tão vivamente o presente… - Via Purviance, Chaplin, Cinema e Solidão


Rocky Balboa tem um blog…

Domingo, 3 Setembro 2006
… Que você pode ler aqui. Ok, seria muito mais divertido se não fosse apenas um blog promocional do novo filme da série, que estréia em dezembro. Mas um menino que cresceu amando o boxe por culpa do personagem bobalhão com o queixo mais resistente da história não poderia deixar passar algo assim.

Teatro nas nuvens

Domingo, 23 Julho 2006

Deus (expressão de tédio, mão sob o queixo): - Posso saber o que vocês querem?
Shakespeare (olhando para o chão): - Não fique bravo, my dear god. É que ontem estávamos conversando, eu, o Tennessee e o Nelson, e tivemos a idéia de preparar uma montagem. You know, um pouco de cultura e entretenimento para os Querubins, Anjos e Serafins.
Tennessee Williams: - Marilyn poderia ser nossa grande estrela…
Nelson Rodrigues: - Já estou cheio de idéias, meu Senhor! Poderíamos contar a história de uma suburbana casada que nutre uma paixão destrutiva pelo irmão de criação e…
Deus: - Tudo bem! Tudo bem! Até que pode ser uma boa idéia deixar a humanidade de lado para acompanhar bom teatro, anda tudo tão igual por lá… E vocês precisam de algo mais?
Shakespeare: - Precisamos de mais nomes para o cast, my father.
Deus (coçando a barba): - Entendo… Que tal então se eu trouxer Raul Cortez e Gianfrancesco Guarnieri?


Superman Returns

Domingo, 16 Julho 2006
Quando em meados dos anos 70, em um café parisiense, os produtores Alexander e Ilya Salkind e o amigo Pierre Spengler tiveram a idéia de levar o maior personagem da DC Comics dos quadrinhos para as telas, provavelmente não imaginaram – por mais que soubessem ser este um projeto grandioso – que Superman – The Movie seria também A adaptação do gênero, um marco desde então. “Você vai acreditar que o homem pode voar”, nos disseram meses antes da estréia, e acreditamos realmente. Se de um lado existiam soluções precárias (mesmo que muito engenhosas para a época) para contornar o problema dos efeitos especiais necessários para filmar a história do filho de Krypton; de outro tínhamos Marlon Brando, Gene Hackman e Christopher Reeve encenando um roteiro de Mario Puzo (O Poderoso Chefão). Não podia dar errado.

Mas retomar o personagem quase trinta anos depois tinha tudo para dar errado. Christopher Reeve, o sinônimo de Superman para várias gerações, já não está entre nós, e a DC não é normalmente conhecida por boas adaptações de seus personagens para o cinema (Superman-The Movie e seu sucessor, Supeman II, eram as únicas realmente consideradas como tal). Além disso, será que o mundo hoje tem inocência suficiente para assimilar o escoteiro azul?

Resolvi enfrentar o PCC para descobrir, e não me arrependo. Minha dúvida sobre a atualidade do personagem de certa forma está lá, em um artigo metalingüístico escrito por Lois Lane, como parte de um roteiro repleto de acertos que deixaria Mario Puzo orgulhoso. Brandon Routh não é fantástico, mas não compromete como Superman; Kate Bosworth é uma Lois Lane infinitamente melhor que Margot Kidder e Kevin Spacey está soberbo, o ponto alto do filme. A história tem ritmo, humor, romance e aventura em doses exatas, além de efeitos especiais realmente bons. Mais do que simplesmente homenagear o primeiro filme em suas referências e inspirações de roteiro e até mesmo de figurino, Superman Returns se mostra uma seqüência absolutamente digna de seus antecessores.

Meu sábado começou cinzento. Meu interesse por “mentes criminosas”, despertado por um trabalho recente sobre psicologia forense e alimentado pela posterior leitura de “A Sangue Frio”, ocupa boa parte do meu tempo nas férias. Não é assunto fácil. Às vezes, ao interromper as pesquisas e parar para ouvir as notícias sobre a crise em São Paulo e pensar sobre meus problemas, sinto-me adulto demais. Mas hoje, durante pouco mais de duas horas, pude apenas me sentir um garoto de seis anos que via Superman nos cinemas em 1978 ou que segurava a revista Action Comics pela primeira vez nos anos 40. O cinema é tão mágico que pode sim fazer você acreditar que homens que usam cuecas vermelhas sobre as calças podem voar, e ainda te deixar feliz por isso.

Já que o assunto é o Super, que tal algumas ótimas animações dos anos 40, selecionadas pela Bibi?


V de Vingança

Segunda-feira, 3 Julho 2006

(V for Vendetta, EUA/Alemanha, 2005)

Alan Moore é grande. Há quem o menospreze por seu trabalho com os “super-heróis”, mas não podemos negar sua genialidade. Escrevendo coisas como “O Homem que Tinha Tudo” e “O que Aconteceu com O Homem de Aço” (ambas publicadas na revista Super-Powers 21, Ed. Abril), este inglês excêntrico me fez perceber que um escoteiro vindo de krypton, que veste azul e usa uma cueca vermelha sobre a calça, pode ser muito mais que um símbolo óbvio do “american way of life”. O ensinamento é claro: mesmo personagens aparentemente rasos e lineares podem viver grandes histórias, e tudo depende de olharmos para eles sem preconceitos e sem barreiras para a imaginação. É preciso saber ir além do óbvio.

Mas Moore não se contentou em trabalhar apenas com os simplórios personagens do mainstream estadunidense. Em seus trabalhos para a legendária revista inglesa 2000 AD, em sua obra prima Watchmen e em tantas outras histórias ele criou personagens complexos e brilhantes, dotados de divina humanidade. Uma destas histórias começou a ser publicada em 1982 na revista Warrior: V de Vingança (V for Vendetta), em parceria com David Lloyd.

Escrita por um ainda jovem Alan Moore e totalmente conectada com seu momento histórico, V de Vingança não está entre seus trabalhos mais geniais, mas a notícia de que seria produzida sua versão cinematográfica pelos irmãos Wachowski (Matrix) deixou os fãs eufóricos, mesmo que outras adaptações da obra de Moore (“A Liga Extraordinária”, “Do Inferno”) tenham sido retumbantes fracassos.

Acabo de assistir a tão esperada adaptação e posso dizer que V de Vingança não é um grande filme. Pode até ser bom entretenimento descompromissado, mas está longe de ser o filme que poderia ser. O primeiro problema está na história em si. As aventuras de um terrorista/ anarquista (“V”) que enfrenta o governo fascista em uma Inglaterra do futuro já não têm o mesmo efeito que tinham em 1983. No início dos anos 80 ainda havia a Guerra Fria e a Inglaterra vivia o choque econômico e social causado pela política da “Dama de Ferro”, a conservadora Margareth Thatcher. Apenas alguns anos antes os Sex Pistols haviam feito uma “homenagem” bastante interessante para a Rainha em seu jubileu (God Save The Queen), ao mesmo tempo em que faziam uma ode ao Anarquismo. V de Vingança só poderia ter surgido deste caldo, neste momento. Hoje o idealismo de “V” é no mínimo anacrônico. Óbvio que já não sou o garoto de 15 anos que ficou fascinado com a primeira leitura de V de Vingança (Editora Globo, 1989), mas o mundo também mudou.

No “pós-WTC” o terrorismo é “banal” e não combina com qualquer tipo de idealismo. O mundo já não é tão “preto no branco” quanto costumava ser, e os fascistas estão mais do que nunca disfarçados de defensores da liberdade. Já não somos inocentes, sabemos disso, e não dá para olhar o universo retratado em V de Vingança sem ver uma grande caricatura, uma metáfora óbvia que não se sustenta.

Poderia ser diferente se toda a complexidade dos personagens de Moore fosse levada às telas, mas como era de se esperar isso não aconteceu. Frank Miller tem um ritmo que casa muito bem com a estética adotada hoje por Hollywood, mas com Alan Moore parece acontecer o contrário. Além disso, os irmãos Wachowski optaram pelo “auto plágio” seguro que é perpetuar aquilo que foi feito em Matrix, e a história de V tornou-se superficial, para dizer o mínimo. Sua motivação foi apenas parcialmente explicada, e de maneira errada, já que seu aspecto mais pessoal foi supervalorizado.

Citando Frank Miller novamente, assisti estupefato a obra prima que é a violência estilizada “aparentemente” gratuita do Noir futurista Sin City, mas tive que lutar bravamente contra o sono assistindo V de Vingança. Miller teve sua obra respeitada e bem adaptada, mas Moore não teve a mesma sorte - tanto foi assim que pediu para retirar qualquer menção de seu nome dos créditos do filme.

Apesar de tudo, vale ver V de Vingança ao menos pela atuação mais uma vez fantástica da mulher da minha vida desta semana Natalie Portman. Além do mais, se a Revista Veja diz que o filme é uma bobagem, algum mérito com certeza ele deve ter.

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Pelé, Eterno!

Quarta-feira, 26 Janeiro 2005
Acabo de assistir Pelé Eterno (Aníbal Massaini, 2004). Éverdade que em termos de cinema o documentário, se é que pode ser chamado assim, deixa muito a desejar. Mas o futebol não. Ópio do povo? Talvez seja realmente mais um deles, mas e daí? Acho que a vida seria muito pouco suportável sem um pouco de ópio. Que me perdoem os sociólogos, economistas, filósofos e intelectuais em geral, mas quem não entende toda a magia que envolve este esporte entende pouco de Brasil e tão pouco sobre a vida…
Sempre vi o que se passa em campos e quadras como uma incrível alegoria das glórias e desgraças humanas, e isto é fascinante.

Ainda a Ancinav: ouvindo a outra parte

Terça-feira, 26 Outubro 2004
Meus posts sobre a Ancinav estão entre os mais lidos do blog nos últimos dias, perdendo apenas para os que falam de sexo e prostituição. Tenho uma opinião formada a respeito, mas estou deixando aqui um link para um texto que defende o citado anteprojeto do Ministério da Cultura. Pode parecer bobagem, mas acho mesmo legal essa coisa de ouvir a outra parte. Além do mais, este texto do Paulo Halm - concorde você ou não com ele - levanta algumas questões realmente interessantes. O trecho abaixo fala do atual modelo de produção que envolve a Globo Filmes (assunto a ser também discutido):
“Na verdade, o que o Cacá defende como modelo bem sucedido está se configurando como o cartel mais poderoso, concentracionista e restritivo já visto na história do cinema brasileiro: a união entre a Globo Filmes e as “majors”, as grandes distribuidoras estrangeiras. União esta não só restrita à exibição mas também à produção, através do uso do Artigo 3° (que determina a aplicação de parte dos impostos devidos pela remessa de lucro das distribuidoras na produção de filmes nacionais). A seleção dos projetos tornou-se totalmente subordinada à participação ou não da Globo Filmes, estrangulando assim uma possibilidade de diversidade temática e estética e concentrando verbas e oportunidades numa pequena casta de produtoras, mais ou menos afinadas com os projetos culturais e artísticos da distribuidora e da TV que ela representa”.
Sinceramente é um ponto a ser debatido também. Essa coisa de quase todos os filmes nacionais ultimamente terem cara de minissérie da Rede Globo é no mínimo preocupante, e não só do ponto de vista artístico e estético. Olga é um bom exemplo. O primeiro longa do Jayme Monjardim foi filmado como um grande dramalhão televisivo para se adequar ao padrão Globo de qualidade? Vale a pena pensar.

Posts relacionados: Ancinav; Duas coisas que eu odeio e uma que eu adoro.


007 - O Espião que me amava

Terça-feira, 19 Outubro 2004


007 - O Espião que me amava
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Hoje o TNT vai apresentar 007 O Espião Que Me Amava a partir das 22:00. Vale a pena parar para assistir. Mesmo com os roteiros datados dos tempos da Guerra Fria e com todas as limitações técnicas, só a abertura - com a canção Nobody Does It Better, da Carly Simon - já é mais interessante que boa parte dos filmes de ação feitos ultimamente. Fora a deliciosa nostalgia de quem via esses filmes quando criança. Na verdade, vendo a foto acima o filme me parece bem mais interessante em alguns aspectos do que parecia quando eu era criança.


Super Luto

Terça-feira, 12 Outubro 2004

“Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória
Mudando como um Deus o curso da história”.

(Gilberto Gil)

Você vai acreditar que o homem pode voar“. Assim era anunciado o fantástico Superman - O Filme (1978), ainda nos primeiros anúncios nos cinemas. Eu só pude assisti-lo já nas reprises televisivas, mas ainda assim acreditei que o homem podia voar. O Inagaki comentou que a cena que o marcou neste filme foi aquela na qual o Superman “muda como um Deus o curso da história” com voltas no sentindo contrário à rotação de nosso planeta até fazer o tempo voltar. Por amor.
Devo confessar que esta também foi a cena mais marcante para mim. Muitos anos depois eu cheguei a entrar no curso de Física (nunca cursado) porque depois do filme eu fui pesquisar se aquilo era realmente possível e acabei me apaixonando pelo assunto. Ainda é - talvez hoje junto com Homem-Aranha - a melhor adaptação dos quadrinhos para o cinema. Sempre que penso no Superman tendo carne e osso penso em Christopher Reeve e o vejo poderoso, apesar de ser o mesmo escoteiro azul de sempre.
Comprei a caixa de DVD’s com os primeiros três filmes - o quarto não merece mesmo estar junto dos outros - e, mesmo com os efeitos especiais pré-históricos, a magia está toda lá. O motivo? O filme não é sobre efeitos especiais, mas sobre pessoas. O roteiro do fantástico Mario Puzo (O Poderoso Chefão) é perfeito ao levar o mito dos quadrinhos para as telas.
Fiquei feliz em ver meu afilhado de cinco anos assistir ao filme com tanto encanto. Mesmo não entendendo as falas ele é capaz de ficar horas vendo e revendo cada detalhe. Reeve é e sempre será o Superman para mim, e percebo que também o será para muitos nas próximas gerações. Ele se foi sem alarde, talvez para que os vilões não percebam sua ausência e o mundo fique assim ainda mais inseguro. De qualquer forma, como escrito no Superman’s Blog, Reeve era um herói de verdade, dentro e fora das telas. Pena que, diferentemente dos quadrinhos, não poderemos vê-lo ressussitar. Mas os filmes estarão conosco para sempre, assim como sua fundação.


Mais uma imagem de “Batman Begins”

Sábado, 9 Outubro 2004

Batman
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Imagem que parece ser de Christian Bale com o uniforme de Batman, do filme Batman Begins. A autenticidade da foto não foi confirmada pela Warner. Com direção de Christopher Nolan (Amnésia), o filme tem estréia prevista para 17 de junho de 2005.