The Sons of a Preacher

Domingo, 29 Agosto 2004

Apesar de estar ouvindo agora o Video Music Awards da MTV americana eu realmente não paro para assistir clips musicais. Acho quase todos muito chatos e repetitivos e simplesmente não tenho paciência, exceto alguns dos feitos para os “medalhões” do Hip Hop, que são politicamente incorretos, cheios de mulheres que eu nem acredito que existam e com a única preocupação de se divertir. Mas, mesmo não gostando de video clips, estou escrevendo este post para indicar um. Não é exatamente novo, afinal os Kings Of Leon são notícia velha por terem sido considerados por diversas publicações a melhor banda revelação de 2003 (o tipo de título que eu acho uma besteira). A banda é de Nashville e formada por três irmãos filhos de um pastor evangélico e por um primo. O disco, ótimo, se chama Youth & Young Manhood, e mistura gospel e country com uma pegada bem interessante! Para conhecer o som dos caras, assista ao vídeo de Wasted Time. Nada mais do que uma galera se divertindo com mulheres lindíssimas (ao menos hoje eu acredito que o Rock’n Roll sempre deveria tratar disso). Ligue a TV na MTV e espere até passar ou baixe da Internet. Vale a pena!

As 20 primeiras (para terminar o domingo)

Domingo, 22 Agosto 2004
Estava navegando um pouco pelo blog da minha querida Jô e vou copiar aqui um post que foi uma ótima maneira de postar algo neste domingo a noite depressivo sem ter muito trabalho para pensar no que escrever:

Instruções:
1 - Carregue todas as mp3 do seu HD na lista do Winamp* (todas mesmo, até as mais ridículas);
2 - Coloque o winamp* na função shuffle;
*ou seu player favorito, eu mesmo uso o Quintessential!
3 - Liste aqui as 20** primeiras músicas que tocaram:

Minha lista:
01. Blondie : One Way Or Another
02. Natalia Lafourcade : Llevarte a Marte (minha cantora pop adolescente do México preferida… e única que conheço)
03. The Botswanas : Pleasure Seeker (deu para perceber que adoro vocais femininos, não? Isso vale um post futuro)
04. Guided by Voices : I Am a Tree
05. House Of Pain : Jump Around
06. King Crimson : Epitaph
07. Ocean Colour Scene : Hundred Mile High City
08. Tommy Tutone : 867-5309/Jenny (a música do cara que descobriu o número de telefone da atriz que fazia Jeanie é um Gênio)
09. Blur : Song 2 (só gosto dessa porque já foi trilha do Winning Eleven)
10. George Thorogood : Bad To The Bone (será que é assim mesmo que se escreve o nome dele?)
11. Everclear : Everything to Everyone (não gosto da música, já devia ter deletado)
12. Tim Maia : O Caminho do Bem (do mítico disco Racional!)
13. Days Of The New : Touch, Pell and Stand (mais farofa impossível!)
14. Billie Holiday : The Way You Look Tonight
15. Los Autenticos Decadentes : La Guitarra (não conheço a banda, mas qualquer música onde o refrão diz “não quero trabalhar para tocar minha guitarra” merece estar no meu HD)
16. Billie Holiday : I Only Have Eyes For You (mais uma da Billie. Sou viciado nessas cantoras de Jazz, a trilha perfeita para o sexo)
17. Ray Charles : Stella By Starlight (uma pena esse cara ter morrido este ano)
18. The Cleftones : Little Girl Of Mine (sou muito fã desses grupos vocais dos anos 50, 60)
19. Sparkle : Lovin’ You (ela morreu com pouco mais de 30 anos, mas deixou este grande “Hit” das músicas de elevador… E eu gosto!)
20. Morrissey : Suedehead (meus amigos riem quando eu digo que o Morrissey fez essa música para mim, mas acredito mesmo nisso)
21**: Wagner : Ride Of The Valkyries

** Quebrei as “regras” colocando 21 músicas, mas tocou esta logo depois das 20, e Ride Of The Valkyries é a trilha sonora perfeita para o fim de qualquer coisa, mesmo de uma lista que é só para ter o que escrever hoje…;-)

Faça sua lista também. Deixe nos comentários ou me mande o link!


The Sounds Of My Life - The Yardbyrds

Sábado, 21 Agosto 2004
Desta vez não vou falar de um disco como costumo fazer nesta “coluna”, mas de uma música apenas. Poderia escrever horas e horas sobre os Yardbirds, mas o que dizer de uma banda pela qual passaram Jeff Beck, Eric Clapton e Jimmy Page? Várias músicas deles entrariam facilmente na minha lista das “100 mais”, mas esta é a mais marcante e merece figurar sozinha entre os “sons da minha vida”, já que não conheço resposta melhor ao preconceito e à intolerância de qualquer tipo. Achei legal colocar a letra aqui. “Mr. You’re a better man than I” tem quase 40 anos, mas o tema infelizmente é bem atual…

Mr. You’re A Better Man Than I (B. Hugg / M. Hugg)

Can you judge a man,
By the way he wears his hair?
Can you read his mind,
By the clothes that he wears?
Can you see a bad man,
By the pattern on his tie?

Chorus
Well then, Mr, you’re a better man than I,
Yeah, Mr, you’re a better man than I,
Oh, Mr, you’re a better man than I,
Yeah, Mr, you’re a better man than I.

Could you tell a wise man,
By the way he speaks or spells?
Is this more important,
Than the stories that he tells?
And call a man a fool,
If for wealth he doesn’t strive?

Chorus

Can you condemn a man,
If you’re faith he doesn’t hold?
Say the colour of his skin,
Is the colour of his soul?
Could you say that men,
For king and country all must die?

Chorus

*Ouvindo: a própria!


MOSH

Quarta-feira, 18 Agosto 2004

O mercado editorial brasileiro costuma ser bastante cruel com as publicações que não são de mulheres famosas nuas ou de fofocas sobre novelas e famosos. Infelizmente é uma realidade que pode ser discutida em termos de cultura ou de poder aquisitivo da população ou mesmo de grau de instrução, mas isso não vem ao caso agora. O fato é que mesmo com todas as dificuldades existem alguns heróis que lançam revistas sobre games, comics e música. Aliás, nosso país é extremamente carente de boas publicações sobre música, principalmente se você não ama sertanejo e pagode.
Bem, temos mais um sopro de esperança que acaba de chegar ao mercado neste mês de julho que passou. Trata-se da Revista MOSH, que em seu primeiro número me deixou bastante feliz com a qualidade e variedade das matérias apresentadas. Não há nenhuma inovação do ponto de vista visual, já que é o mesmo design gráfico de revistas como a falecida BIZZ (quem tem mais de 25 anos com certeza se lembra da finada), mas a MOSH já começou muito bem em sua matéria de capa, falando sobre a volta dos Pixies com uma reportagem bastante detalhada sobre a banda e seus principais trabalhos. Se você é, como eu, um fã que esteve no CPF deste ano e ainda está dopado com o maior show que já viu na vida vai gostar muito da matéria. E se você esteve em Marte nos últimos 20 anos e não conhece a banda pode começar lendo a MOSH. Além disso temos matérias sobre comportamento, como uma que fala da mania do Orkut, uma coluna “B-Side” bastante interessante que começou falando sobre o “Walk the West” (não tem atalho porque não achei um sítio interessante sobre a banda) e outras tantas reportagens interessantes.
Mas o melhor de tudo mesmo está na lista (sou mesmo viciado nelas) dos “50 piores discos do Rock Pop de todos os tempos.” Quem me conhece sabe que sou um chato que adora criticar bandas ruins, então tive orgamos múltiplos lendo coisas do tipo “o ‘marco zero’ da interação entre o som levemente pesado (??) do REO Speedwagon com a diluição pop pós - Billy Joel, que rendeu aquilo que chamamos de ‘metal farofa’” - sobre o primeiro disco do Bon Jovi. O interessante é que o ícone do “metal farofa” citado é só o 37° lugar na lista dos piores, então imaginem o que está lá?
Parece que será uma boa revista, principalmente se continuar com a qualidade das matérias e abrir mais espaço para bandas novas (coisa que infelizmente poucos arriscam). Vamos torcer para que a MOSH sobreviva!

Ouvindo: I see the Rain do The Marmalade e Runaround Sue do Del Shannon (60’s)

Tell-a-Friend©


Filosofia barata… e boa!

Domingo, 15 Agosto 2004

Post preguiçoso de domingo:

“SEXO - sexo para mim é apenas uma tremenda gozação. Comida é bom, bebida é ótimo, música é admirável, literatura é sublime, mas só o sexo provoca ereção.”

Millôr Fernandes, Revista Playboy, 1982.

Concordo, e estou pensando em mudar o nome do blog para “It’s Only Sex, But I Like It.”

*Escutando: Never say never, do QOTSA.


Como estraguei minha segunda-feira

Segunda-feira, 9 Agosto 2004

Acabo de acordar, e tenho o hábito de pular da cama e correr para ligar o rádio. Ligo, procuro uma rádio a esmo e vou para o banho… Hoje fiz o mesmo, procurei algo bom pelo dial e fui para o banheiro. Sem perceber o erro que eu estava cometendo, deixei na MIX FM! Acabou a música interessante que estava tocando e começou uma música do Engenheiros do Hawaii. A voz do chato do Gessinger acompanhada de um pianinho sem graça e uma “cozinha” toda acústica. Mais uma daquelas letras rebuscadas que não dizem nada (como minhas respostas nas provas no tempo da faculdade). O problema é que eu já estava embaixo do chuveiro e, como está um frio de rachar aqui, não tinha coragem de sair no meio do banho e tentar desligar ou quebrar o aparelho de som. Foi uma tortura em duas frentes: Humberto Gessinger cantando e a água do meu chuveiro (que não esquenta nem com reza) caindo sobre minha cabeça. Toda a possibilidade de eu começar uma segunda-feira de bom humor escorreu para o ralo (metáfora “criativa”, mas a única que consegui pensar em meu estado). Ainda descobri que o Jota Quest vai tocar aqui em São Paulo, ou seja, que vou ter que sair da cidade! Para terminar com chave de ouro, ouvi uma música nova do Marcelo D2 com o Charlie Brown Jr. É Marcelo D2, eu perdi o respeito! Aliás, chega de falar sobre essas bandas aqui…
*A imagem do Calvin que ilustra meu estado de espírito hoje eu “emprestei” da comunidade “As piores descrições do Orkut“, que aliás é das mais divertidas.

Batman Begins

Sábado, 7 Agosto 2004

As histórias e o mito do Homem Morcego estão entre as minhas grandes paixões desde que comprei Batman n°1 (com a história “As muitas mortes de Batman”) em 1989. Passei boa parte da minha pré-adolescência trancado no quarto lendo as revistas do Batman e ouvindo Iron Maiden, banda que nem gosto tanto mais (ok, eu também já tinha umas Playboys). O fato é que sempre fui apaixonado por quadrinhos, aprendi a ler com eles, e fiquei fascinado quando conheci o Homem Morcego e vi que nos quadrinhos as histórias dele não tinham nenhuma relação com aquela série idiota dos anos 60 com o Adam West. Bruce Wayne é um cara paranóico, atormentado e um tanto psicótico, mas com uma força de vontade absurda ele passou anos e anos treinando pelo mundo para se tornar o melhor detetive, atleta e o que mais se possa pensar. Só podia mesmo se tornar o maior herói da vida de um menino de 12 anos que também achava que podia tudo, e que tudo dependia só dele. Não tenho mais essa idade, mas ler Batman (e tantos outros) me ajuda a manter o menino vivo ainda. Tenho uma tatoo com o morcego e quando tive uma banda o nome era Arkham (a instituição mental para onde os criminosos são levados na história).
Infelizmente o mito nunca foi respeitado no cinema. Se o problema não era a história, eram os atores escolhidos sempre muito ruins desempenhando o papel. A Warner, tentando se aproveitar do recente sucesso das adaptações feitas dos quadrinhos para o cinema pela Marvel, resolveu
começar do zero uma “franquia” do Batman. Para isso chamou o diretor Christopher Nolan, do ótimo Amnésia (EUA, 2000) para tocar o projeto. As locações em maior parte estão sendo na cidade de Londres e o elenco conta com ótimos atores: Christian Bale (Bruce Wayne/Batman), Michael Caine, Katie Holmes (outra paixão minha), Liam Neeson, Gary Oldman, Rutger Hauer e Morgan Freeman, entre outros. Até ontem, a única “dica” de como será o filme que tínhamos era esta foto que coloquei no post. Mas a Warner, sem aviso prévio, resolveu colocar na rede o primeiro trailer de Batman Begins (nome definitivo). Eu particularmente gostei muito do que vi, e você também pode ver o trailer aqui. Já estou contando os dias até 17 de julho de 2005!

Se quiser saber mais sobre este e outros lançamentos, visite o Omelete!


Comics e Cartoons, não vivo sem vocês!

Quarta-feira, 4 Agosto 2004
Já era hora de sair um pouco do assunto música aqui neste blog (já que é meu objetivo falar de outras coisas, como se pode ver na descrição) e nada melhor para começar do que falar do excelente trabalho da Ana Paula Bertoni. Esta paulistana de 26 anos é responsável pelo blog Amazing World, que na descrição dela é uma “mini-enciclopédia amadora de personagens de quadrinhos e desenhos animados”. Acho que era mini quando ela criou o blog, porque hoje é um arquivo muito bom e bem organizado de personagens! Encontrei o sítio da moça quando procurava informações sobre o Bicudo (Fang Face), que além de ser um dos desenhos mais legais dos anos 70 me valeu um apelido nos tempos de colegial. Foi uma deliciosa surpresa encontrar um sítio assim, que está me garantindo horas de diversão ao relembrar de cartoons tão queridos… Ah, ela criou também a comunidade Desenhos Animados no Orkut, que entre outros topics legais tem um bolão para discutir quem será o personagem que vai assumir que é gay no desenho dos Simpsons. Fiquei fã da moça!

Inverno na Alma (Portishead)

Quarta-feira, 4 Agosto 2004

Who oo am I, what and why
Cos all I have left is my memories of yesterday
Ohh these sour times
” - Da faixa Sour Times

Já que comecei a utilizar comentários deixados pelos visitantes para ter assunto para posts, vou aproveitar este comentário de um amigo dos tempos de FEA para fazer mais um post da série “Sounds Of My Life“. O “HU” lembrou de um diálogo no qual o assunto era o que eu estava ouvindo e eu respondi que este disco Dummy (Polygram, 1994), do Portishead não saia do meu CD Player. Ele me disse que Dummy não tinha nada a ver com o grande dia de verão que estávamos tendo, e eu respondi que tinha tudo a ver para quem tinha “o inverno na alma“. Ok, o comentário é mesmo meio piegas… Mas é representativo de um momento bastante complicado da minha vida, e as músicas de Dummy foram a minha trilha sonora durante vários meses. Além de ser de uma beleza única, é o disco perfeito para dias (meses no meu caso) de melancolia. Foi uma época na qual sofri absurdamente por amor e vivia diariamente uma guerra com a carreira que eu tinha escolhido.
Hoje esses problemas já passaram e de certa forma parecem coisas de um passado muito distante. Mas a sensação de “inverno na alma” é permanente. Eu não me considero uma pessoa infeliz, mas tenho uma enorme atração pela melancolia. Músicas tristes, que tratem de dramas e incompreensão falam diretamente ao meu espírito. Até músicas de carnaval, aquelas marchinhas, eu gosto das tristes. Gosto das que falam de amores que não sobreviveram ao fim do baile. Das que falam de pessoas que choram sob as máscaras… Eu entendo muito mais estes temas do que os alegres, que me parecem pura ilusão.
Detesto essa busca desmedida pela felicidade. As pessoas passam a vida sonhando com a felicidade sem se dar conta de que ela não existe dessa maneira romantizada que nos ensinam. A vida é feita de momentos, uns bons, felizes, outros tristes… O que devemos buscar é o equilíbrio! Sem um pouco de tristeza, não sabemos valorizar ou mesmo entender o que é estar feliz. Vive-se com medo de sofrer um pouco, sonhando com uma felicidade futura que pode acabar não chegando, porque é idealizada. Talvez por isso bandas como The Smiths, Joy Division e o próprio Portishead sejam tão importantes para mim… Bem, já divaguei demais por hoje. Não deixem de ouvir este disco!

Nota Rápida - Rock Brasileiro

Segunda-feira, 2 Agosto 2004
Hoje li uma pequena entrevista com o baterista da Patrulha do Espaço, Rolando Castello Jr., e gostei muito da resposta dele ao ser perguntado sobre o momento do rock brasileiro: “Todo mundo soa igual, com a diferença que os cantores competem para ver quem canta pior que o outro. Como esses sujeitos podem expandir seus horizontes musicais se lhes falta conhecimento musical e, em muitos casos, conhecimento cultural, social e humano? O pior é que essas bandas são os trend-setters do momento! Só com muita fé em Deus dá para acreditar que o rock brasileiro vai melhorar, mas a cada dia que passa me torno mais ateu.” Infelizmente eu concordo plenamente com o Júnior…

Fonte: Revista MOSH n°1, julho de 2004.